quinta-feira, 9 de setembro de 2010


Novelas de Cavalaria


Na Idade Média alem do trovadorismo, surge ás novelas de cavalaria, romances com longa narrativa em versos, que foram produzidos pela primeira vez no século XII, que contam as aventuras de guerreiros andantes que levam a fé em nome do Rei.

Nessa nova forma de escrever usam-se as características de que o guerreiro é valente, fiel e corajoso. Essas características foram usadas no romantismo e esta até hoje sendo usado, pois ao vermos um filme do super-mem, homem-aranha ou X-mem, vemos essas característica de honradez e valentia. Com os heróis dando as suas próprias vidas para salvar as de outras pessoas.

Nessas novelas ou romances, como queira chamar, se encontrava as principais condutas que uma pessoa da Idade Média deveria tomar. Caso fosse um homem, ele deveria lutar nas guerras, obedecer às ordens dos seus superiores, que muitas vezes eram do clero e nobreza, ser justo com as mulheres e crianças, respeitar o próximo, ter piedade e por fim se casar com uma donzela. Já a situação da mulher era bem diferente da do homem, pois cabia a ela ser submissa ao seu senhor, pai ou marido, cuidar dos afazeres domésticos da casa onde mora.

As novelas estão divididas em três partes:
1 - Ciclo bretão ou arturiano, que assenta no rei Artur e seus cavaleiros como figuras centrais;
2 - Ciclo carolíngio, que se desenvolve a volta de Carlos Magno e seus pares;
3 - Ciclo clássico, que abrange figuras da Antiguidade Clássica.

Dos três gêneros, o mais conhecido é o arturiano, que conta a historia das aventuras do rei Artur e seus cavaleiros da távola redonda. A maioria das novelas portuguesas foram traduzidas ou adaptadas dos ingleses e franceses. As novelas mais conhecidas são de origem Bretanha, como A Demanda do Santo Graal: narra a busca do cálice sagrado pelo rei Artur e os cavaleiros da távola redonda; Amadis de Gaula, de autoria de Vasco ou João da Lobeira e Palmeirim de Inglaterra, de Francisco de Moraes Cabral.

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